Clube do livro

Adorei esses posts sobre os livros que vocês andam lendo! Quem sabe não fazemos literalmente um clube do livro depois que todo mundo tiver lido um mesmo livro? Samira e eu, por exemplo, vamos discutir eternamente sobre os méritos (ou não-méritos, segundo ela) de Orgulho e Preconceito. Quem sabe uma de vocês desempata?

Vamos ao meus livros de 2013:

1. A Mão Esquerda da Escuridão, de Ursula Le Guin ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ (cinco corações para ele)

É uma ficção científica que se passa num planeta chamado “Inverno”. Os habitantes desse planeta não tem características predefinidas de um determinado sexo. Eles são, na maior parte do tempo, assexuados. Suas características sexuais só se manifestam na época do cio e eles podem tanto fazer o papel da fêmea quanto do macho. Por conta disso, toda a organização social e toda a organização do trabalho não são baseadas no sexo. A ideia do livro é incrível, a história é incrível, a escrita dela é maravilhosa. Foi um dos melhores livros que eu li esse ano. É uma pena que a editora Aleph só tenha esse livro dela publicado no Brasil.

2. Os Miseráveis, de Victor Hugo ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

Esse dispensa apresentações, né? A leitura foi lenta, não vou mentir. São 1.300 páginas e capítulos inteiros de 40, 50 páginas dedicados  às coisas menos desinteressantes da face da terra, a exemplo da geografia dos esgotos de Paris, dos detalhes técnicos da Batalha de Waterloo e do funcionamento de uma ordem de freiras. Mas depois que o livro acaba você percebe que durante a leitura você sorriu, xingou, chorou, ficou entendiado, quis jogar o livro na parede e amou cada um dos personagens. E não é justamente isso que os bons livros fazem com a gente? Para mim só tem um defeito: Cossette, a mocinha da história, é praticamente um princesa da Disney, meiga, delicada, educada, sonhadora, linda e ingênua. Odeio esse tipo de personagem. Mas como essa era uma característica das personagens femininas da época, eu relevei.

3. O Segredo de Emma Corigan, de Sophie Kinsella ♥ ♥ ♥

Esse é aquele típico romance engraçado para passar o tempo. Completamente despretensioso. Dá para ler ele em um dia. Ótimo para consultórios médicos e para viagens.

4, 5 e 6. A Trilogia da Fundação, de Isaac Asimov. ♥ ♥ ♥ ♥

Ficção científica. A história é bem criativa, a leitura é rápida e as cenas da ação são ótimas. Só senti falta de um maior desenvolvimento dos personagens. Essencialmente, ele é um livro bem masculino. Prático, rápido, certeiro.

7. O Fim da Eternidade, de Isaac Asimov ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

Essa história se passa antes do surgimento da Fundação (para quem não sabe, todas as histórias de Asimov se interligam de alguma forma). Também é ficção científica. Esse eu amei! A ideia é genial e eu consegui me identificar mais com os personagens. Só tem um porém: ele deve ser lido depois da Fundação. Leitura rápida e fácil.

8. Modernidade Líquida, de Zygmunt Bauman ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

Sensacional. Zymunt Bauman é um filósofo pós-moderno e nesse livro ele fala justamente do mundo pós-moderno em que vivemos, que ele chama de modernidade líquida. Ela é líquida porque tudo se transforma a cada instante, tudo é maleável; há pouca segurança nas instituições, nos valores e no Estado. Para ele, a solução está nas comunidades. Recomendo, mas adianto logo que a leitura é mais acadêmica, apesar de a linguagem ser fácil.

9, 10. O Festim dos Corvos (♥ ♥) e Dança dos Dragões (♥ ♥ ♥), de George Martin.

Esses são o quarto e o quinto livro das Crônicas de Gelo e Fogo, mais conhecidas como Game of Thrones. Gente! Que sofrimento esses livros! Alguém precisa avisar a George Martin que existe uma coisa chamada concisão. A história é legal, os personagens são legais, mas ninguém merece dois tijolos de 700 páginas cada para contar uma história que poderia ter sido contada em um livro só. O excesso de descrição é irritante. Ele diz o que a pessoa está vestindo, o que ela comeu no café da manhã, que horas ela foi no banheiro (juro!), a temperatura do cômodo e por aí vai. Sem contar a péssima mania dele de passar 100 páginas descrevendo em detalhes a história e a personalidade de um personagem só para matar ele no fim dessas 100 páginas! Argh! Assistam a série e esqueçam os livros. Eu já estou no fim das minhas forças.

Li mais livros esse ano, mas cansei de escrever. Os outros ficam para outro post.

P.S. A imagem homenageia George Martin e seus malditos tijolos em forma de livro.

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