Aprendi com Jane Austen

SINOPSE “William Deresiewicz tinha 20 anos quando conheceu a mulher que mudaria sua vida. E, para ele, pouco importava que ela tivesse morrido quase 200 anos atrás. A verdade é que até aquela época, o então estudante de pós-graduação, habituado à leitura de James Joyce e Joseph Conrad, nunca havia desejado ler Jane Austen, o que veio a acontecer meio por acaso e até contra sua vontade. O resultado, porém, não poderia ter sido mais revolucionário. Os romances da escritora inglesa que viveu entre 1775 e 1817, como pontua Deresiewicz, iriam ensinar-lhe tudo o que viria a saber a respeito do que realmente é importante na vida”.

Tem coisa mais gostosa do que conversar com um amigo sobre algo que interessa a ambos? Eu, para a minha infelicidade, nunca tive essa sorte com Jane Austen. Não escondo de ninguém que amo os livros dela (com exceção, talvez, de Mansfield Park, que eu talvez um dia venha a apreciar), mas sempre recebo olhares desaprovadores. De quem não gosta de ler porque os livros são muito grossos e monótonos (as letras pequenas e a ausência de gravuras também não devem ajudar, eu imagino). Dos homens porque os livros são muito românticos. Das feministas porque as heroínas de Jane Austen sempre se casam com homens ricos e bonitos. Jane Austen é, sem dúvida, uma escritora bastante estereotipada. Todos parecem saber exatamente do que ela fala, mesmo que só a conheçam através do filme com Keira Knightley.

Foi com “Aprendi com Jane Austen” que eu finalmente encontrei esse amigo. Ele, assim como eu, amou Elizabeth, chamou Emma de mimada, teve vontade de bater na Senhora Bennet, bocejou com o Senhor Collins, se entendiou com Fanny e riu com as tiradas fantásticas de Jane Austen.

Se você, assim como eu, é um(a) fã solitária de Jane Austen, pode investir!

Dedico esse post a Samira, que odeia Jane Austen, mas se parece tanto com Elizabeth Bennet.

 

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